“Rock Não Tem Idade” lota Largo de São Sebastião e celebrando o rock amazonense

Evento no Largo de São Sebastião em Manaus celebra a cena de rock amazonense com shows de bandas consagradas e novos artistas.
Redação Amazônia Incrível
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O Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus, foi palco de uma verdadeira celebração ao rock no último sábado (26), durante o evento “Rock Não Tem Idade – Edição Amazônia”. O festival reuniu um público vibrante e intergeracional para assistir aos shows das bandas Nicotines, Chá de Flores, Zona Tribal, Platinados, além da apresentação do músico Luso Neto, idealizador do projeto.

Para Luso, o sentimento foi de gratidão e reconhecimento ao rock produzido no estado.

“Rock Não Tem Idade” lota Largo de São Sebastião e celebrando o rock amazonense

“Rock Não Tem Idade edição Amazônia, eu tô muito feliz. Agora é só rock amazonense da gema”.

A noite começou com o cantor Andrei San Silver, que abriu o evento destacando a importância de estar no lineup de um festival dedicado ao rock autoral da região:

“Rock Não Tem Idade” lota Largo de São Sebastião e celebrando o rock amazonense
Andrei San Silver. Foto Rafaela Raposo

“Mais um degrau na minha carreira, eu que venho lutando desde 2010 na minha carreira, com o rock autoral em Manaus, pra mim isso aqui é maravilhoso”.

A banda Chá de Flores, com três décadas de trajetória, também fez parte da festa.

“Rock Não Tem Idade” lota Largo de São Sebastião e celebrando o rock amazonense
Bosco Leão. Chá de Flores. Foto: Rafaela Raposo

O vocalista Bosco Leão compartilhou que o evento foi a oportunidade ideal para mostrar novas composições ao público. “E esse show vamos apresentar pelo menos 50 % de músicas que vai pro nosso quarto álbum pra festejar os 30 anos”.

Já a banda Nicotines, que mistura rock e blues, levantou o público e emocionou com sua performance.

“Rock Não Tem Idade” lota Largo de São Sebastião e celebrando o rock amazonense
Sandro Nine – Nicotines

O vocalista Sandro Nine destacou o peso simbólico de tocar no espaço cultural: “É uma celebração, um privilégio, Teatro Amazonas, um palco desse. A gente vivo ainda, com gás, e lenha pra queimar num num festival maravilhoso desse”.

A apresentação da Platinados também foi destaque, e o vocalista Clóvis Rodrigues ressaltou a importância da conexão com o público para manter a banda ativa: “A engrenagem da banda pra continuar funcionando que sempre esteja seja o público novo ou antigo da uma renovada no espírito, pra gente continuar seguindo, produzindo e fazendo muito rock and roll.”

Clóvis Rodrigues. Platinados

A banda Zona Tribal, que já tem longa trajetória no rock manauara, trouxe potência e energia.

Mencius Melo. Zona Tribal.

Para o vocalista Mencius Melo, subir ao palco tem um significado coletivo: “Quando eu subo neste palco eu não canto só pela Zona Tribal, eu canto também por todas as bandas que fizeram, por todas as bandas que fizeram história, eu acho que é por isso que eu entrego muita energia no show”.

A produtora Rosane Oliveira, responsável pela organização do “Rock Não Tem Idade”, comemorou o sucesso do evento e reafirmou seu compromisso com o fortalecimento da cena local. “Foi um grande trabalho e é só o começo, a gente colocou um palco grande, tá todo satisfeito e eu mais feliz ainda”.

“Rock Não Tem Idade” lota Largo de São Sebastião e celebrando o rock amazonense

Rosane também fez um apelo por mais valorização dos artistas locais: “Tem muitos talentos no Amazonas, não é possível que ninguém queira investir nos talentos da arte, da música, do rock que é feito no Amazonas”.

Ela completou dizendo que o rock produzido no estado tem qualidade e alcance nacional: “Eu não gosto de falar rock amazonense, eu digo que é o rock feito no Amazonas que é do Brasil inteiro, qualidade das músicas, todo mundo tem potencial para crescer muito”.

Além das bandas, Rosane ressaltou que toda a cadeia produtiva merece reconhecimento:“Não tem só bandas boas, a gente tem produtores muito bons aqui, interessados neste trabalho daqui”. E finalizou com um recado à iniciativa privada, destacando os mecanismos disponíveis para fomentar a cultura local: “A iniciativa privada se juntasse a nós já seria fantástico. A gente pode usar a lei de incentivos, tem de tudo que é jeito, então tem como”.

O encerramento do festival foi marcado pela vibração do público e pela reafirmação de que o rock feito na Amazônia pulsa com força. Como bem sintetizou a equipe do evento.

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